Neste imenso labirinto que é a vida, o emaranhado de laços colocados para não se perder entre os muros, estão opacos e desgastados.
Marcadores
Leave the peace alone
- Ness Forest
- Andrômeda, Nebulosa de Órion
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
.
Neste imenso labirinto que é a vida, o emaranhado de laços colocados para não se perder entre os muros, estão opacos e desgastados.
sábado, 5 de junho de 2021
No mirante do anoitecer
Lampejos de deslumbramento
Precioso vislumbre da silhueta do cosmos
Contorna e enlaça uma luminosa esfera de plasma
Atraia o calor fulgurante em teu espaço
Entorne galáxias no dorso de Andrômeda
Um alucinar taciturno num estalo de êxtase
Lampeira consternação ao despertar do sonhar
Gustação gaudiosa no pulsar da atração solitária.
- Ness Forest
Imagem: Ness Forest
https://nessforest.blogspot.com/2021/06/dorso.andromeda.html
terça-feira, 9 de março de 2021
O seu corpo não é uno
Em seu interior, encontram-se várias versões de si
Por vezes em atrito e outrora dançando
Histórias vividas, mas muito mais imaginadas
Pegadas deixadas em caminhadas passadas
Um emaranhado de sonhos, encantos
Paixões, amores, quase amores, platonismos como protagonista
Tempestades de dores, cicatrizes profundas
Zelar por ti mesmo, pelos teus eus...
Apreciar-se
Querer-se.
- Ness Forest
Imagem: Ness Forest
terça-feira, 25 de outubro de 2016
De olhos fechados, a escuridão torna-se um mar de pontos reluzentes
No Universo de meu âmago, posso tocar as estrelas
Misteriosas e com um sabor doce, deixam um leve amargor
Contudo, seus desejos ultrapassam o tempo, sua liberdade permite essa audácia
Criaram raízes entre veias e vasos sanguíneos, sem nada comprometer suas funções
Um Big Bang em meu coração se fez...
Encosto os sentidos no tronco da vida
Recolho as estrelas caídas já sem brilho
Não estão mortas, há uma história em suas essências
Com carinho, deixo-as na correnteza escarlate
Seguirão viagem até cada uma encontrar sua morada entre poesias fragmentadas em meu íntimo
Abro os olhos gradativamente, ainda consigo tocar as estrelas...
- Ness Forest
nessforest.blogspot.com/estrelas-raizes
Imagem: Lissy Laricchia
quarta-feira, 4 de maio de 2016
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Olhares são cobertos, e a visão é abrigada na alma do desejo ...
terça-feira, 20 de outubro de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
quinta-feira, 18 de junho de 2015
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
terça-feira, 23 de setembro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014

Mutável coração, percorreu distâncias descabidas
Em uma quase morte, discorrida por lábios frios
Apaziguar a dor parecia improvável
Devaneios em dias obscuros, obrigando a perpetuar o vazio
Restos de nada, quando em épocas passadas, prendiam-se na totalidade de seu tempo
sábado, 12 de outubro de 2013
enxergar o vazio cheio de fantasmas
domingo, 22 de setembro de 2013
Em uma tarde agitada, parou em sua lanchonete preferida, pediu um biscoito e um café, enquanto esperava, algumas dúvidas ocorriam em sua cabeça. Tirou da bolsa o seu bloco de notas, cheio de anotações e ilustrações. Decidiu rever tudo o que havia escrito e desenhado desde o início do ano, na maior parte, era sobre amor, nem sempre com conclusões alegres.
Seu café foi entregue, mas ela não prestou atenção, pois, ficou atormentada quando olhou para si mesma e viu-se em um momento riscado e arriscado, como pode, logo ela, inteligente e cheia de talentos, não conseguir encontrar um motivo aceitável para estar em uma situação de catástrofe sentimental.
Pagou pelo lanche, não comeu, recolheu o biscoito e colocou em sua bolsa desgastada.
Ao botar os pés para fora do estabelecimento, correu, correu e correu, como se estivesse com pressa para fazer algo acontecer.
Parou, respirou e observou todos ao seu redor, com olhares distantes, talvez até com as mesmas dúvidas.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
Na parede branca, marcas de molduras que antes acolhiam fotografias, gravuras, amor... agora, desgastes.
Quanto silêncio desnecessário! Logo tirou sua máscara e pôs-se a gritar sem culpa, a agonia precisava viajar por entre as vibrações de sofrimento.
Há algo a me incomodar, mas não é o grito, são as palavras ditas friamente e que estão a passear com sapatos de madeira em minhas memórias.
Ver-se no espelho e em um instante não se reconhecer, olhar decadente, choro e raiva, não está certo, é para ser radiante, iluminado e não ir em direção ao precipício.
Incrivelmente, a suavidade ainda se mantém em mim, mesmo coberta por poeira, caos e cinzas.
... a chuva está aqui e a ferida sangra, a rosa de vidro está tornando-se uma parte de mim, fundindo-se ao meu coração um pouco por vez, pesadelo real.
Ness Forest
http://nessforest.blogspot.com/2013/0insensatez.html
sábado, 17 de agosto de 2013

Deixei o capuz escondido, os cabelos precisam de uma dose de brisa da madrugada, caminha e caminha, os pés cansados, mas os braços em movimento, como em uma dança tímida.
Um corte no pé direito a sangrar, no chão, imagens sem preocupação de perfeição, com uma distinção totalmente melancólica.
É saboroso o sabor do vento, a sua voz aveludada entra com suavidade em meus tímpanos e em minha pele, vibrando toda aquela canção.
Saber e em meio segundo esquecer o que aparece como revelação, talvez não é permitido descobrir quando pode ser bom exageradamente ou o contrário.
Conceitos desmanchados, descartados, não é necessária a estagnação próxima a mim, boa viagem!
O espaço desocupado, já começa a se preencher, sem dramas, apenas lucidez.
- Ness Forest
Imagem: Ness Forest 2013
http://nessforest.blogspot.com/2013/08 -deixei.html
domingo, 7 de julho de 2013
Melodia no Caos
Passava de uma hora da madrugada, dezenas de folhas coladas na parede, a mão direita descontrolada escrevia e esboçava nelas, enquanto a esquerda massageava a nuca enrijecida.
Um riso nervoso e silencioso para encobrir a tensão escondida entre os adjetivos rabiscados.
Parecia querer se castigar de alguma maneira, nem mesmo a água da banheira estava aquecida, senti-la gelada era uma forma de acordar de um sonho nada possível mas ilusório, as lágrimas ficaram em evidência por serem quentes.
Não importou-se em se cobrir apenas com uma camisola fina de cetim e renda, sem antes se enxugar com a toalha bordada. Por um momento, pensou que estivesse delirando, mas era angustia e ela se fazia mais fria do que aquela água gelada.
Tirou todas as folhas da parede em segundos, ficaram a seus pés, a água pingava dos cabelos, manchando tudo que havia sido feito naqueles retângulos finos, mas nao foi o fim de todo o episódio, havia fotografias na mente.
Sentou-se em um canto, abraçou as pernas e tocou as cicatrizes com aquelas mãos doloridas e ainda assim macias.
Recolheu as lembranças rasas e não quis queima-las, apenas dar um lar melhor a elas, sem nós e sim com laços esvoaçantes... depois de todo o caos, deixou partir, seguindo assim para seu verdadeiro jardim.
... dias depois, voltou a respirar.
Com ternura, sua melodia.











