domingo, 22 de setembro de 2013

A xícara de café que ninguém tomou, algo estava por trás ... 

Em uma tarde agitada, parou em sua lanchonete preferida, pediu um biscoito e um café, enquanto esperava, algumas dúvidas ocorriam em sua cabeça. 


Tirou da bolsa o seu bloco de notas, cheio de anotações e ilustrações. Decidiu rever tudo o que havia escrito e desenhado desde o início do ano, na maior parte, era sobre amor, nem sempre com conclusões alegres. 

Seu café foi entregue, mas ela não prestou atenção, pois, ficou atormentada quando olhou para si mesma e viu-se em um momento riscado e arriscado, como pode, logo ela, inteligente e cheia de talentos, não conseguir encontrar um motivo aceitável para estar em uma situação de catástrofe sentimental. 
Pagou pelo lanche, não comeu, recolheu o biscoito e colocou em sua bolsa desgastada. 

Ao botar os pés para fora do estabelecimento, correu, correu e correu, como se estivesse com pressa para fazer algo acontecer. 
Parou, respirou e observou todos ao seu redor, com olhares distantes, talvez até com as mesmas dúvidas. 


Tomou nota e ilustrou, para não esquecer o que viu dentro daqueles olhares distantes. 
Sim, cada um com o seu dilema, mas ela não iria se desfazer de suas angústias, ainda é um mistério a ser desvendado e vivido...

...riscado e arriscado.

O café ficou para trás, e eu, da mesma maneira me vi ali, com uma diferença: não esfriei.

Ness Forest

Imagem: jesonisphoto

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