domingo, 15 de setembro de 2013

Imagem: Ness Forest 2013

Insensatez fantasiada de boa companhia, lado a lado com a crueldade de ter encravada no peito uma rosa de vidro. 
Na parede branca, marcas de molduras que antes acolhiam fotografias, gravuras, amor... agora, desgastes.
Quanto silêncio desnecessário! Logo tirou sua máscara e pôs-se a gritar sem culpa,  a agonia precisava viajar por entre as vibrações de sofrimento.
Há algo a me incomodar, mas não é o grito, são as palavras ditas friamente e que estão a passear com sapatos de madeira em minhas memórias.
Ver-se no espelho e em um instante não se reconhecer, olhar decadente, choro e raiva, não está certo, é para ser radiante, iluminado e não ir em direção ao precipício.
Incrivelmente, a suavidade ainda se mantém em mim, mesmo coberta por poeira, caos e cinzas.

...  a chuva está aqui e a ferida sangra, a rosa de vidro está tornando-se uma parte de mim, fundindo-se ao meu coração um pouco por vez, pesadelo real.

Ness Forest
http://nessforest.blogspot.com/2013/0insensatez.html

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