O violinista a deixar sua melodia transparecer madrugada afora, tem o semblante de um sonhador, mas, seu olhar entrega: o choro amargo quer correr pelo seu rosto. A garganta, já seca pelo tempo em que esconde as palavras, tramam uma batalha dentro de seu orgulho totalmente trincado, vê-se pelas frestas o que esconde.
Poesia sobre um humano cansado em um lugar qualquer, sem data marcada, com um temporal a cair dentro de alguns minutos, dentro dele.
Noite intrínseca
Estrada ínvia
Um canto guardado
Sobreviver é condição
Casa assombrada por lembranças
Mesa posta e solitária
Isento de sorrisos
Passos pesados em assoalho velho
Quarto gelado e uma fotografia do que já foi sua felicidade: ser amado.
- Ness Forest
Imagem: delphiz
