As águas daquele rio estavam ali, o tempo inteiro, alimentando as pulsantes lembranças de Vevina, fazendo-a afogar a cada olhar mirado naquele sereno celeste ...
Caminhava com seu passos solitários em terra inabitada, coração acanhado pela distância de líricos tempos flamejantes.
Seus pensamentos são confusos de tão vívidos, ora deixa-se levar para aqueles abraços fantasmagóricos, ora sabe que precisa deixar partir e viver a sua realidade, longe do sereno celeste.
Segue adjacente ao rio pisando em minúsculas dolomitas a toar suspiros sorumbáticos, ao longe, escuta alguém gritar teu nome uma vez, duas ... fica em dúvida se realmente é de fato verdade. Arrisca acreditar, Vevina olha para trás e reconhece aquele rosto de longe, é Jarlath a caminhar hesitante em sua direção.
Ao ponto de que ele vai se aproximando, ela suspira e não escuta o som do ambiente a sua volta, apenas o vibrante suspiro saindo de sua boca, então, ao respirar mais profundamente, todo o movimento vibratório volta a se propagar naquele espaço e já não há ninguém em seu campo de visão, todavia, aqueles segundos utópicos, transportaram teus tenros sentidos para uma espécie de realidade alternativa, onde, naturalmente, seguirão leves em uníssono para além do verdejante universo respingado de azul.
Imagem: Laurie Annë
1. Um fragmento sobre Vevina Azlyn e Jarlath Mckinley
Little Piece Of Nothing Dave Thomas Junior
