sábado, 23 de maio de 2020



A noite dilacera as almas feridas
A ausência de sons enaltece os gritos da mente

Incontáveis desejos irrealizáveis sobrevoam no coração
O peito batuca forte, como tambores em um ritual ancestral

E pela janela, avista-se cenas amargas enquanto a chuva cai
O peito arde, são as gotas salgadas caindo na ferida que luta para fechar

Apenas mais uma noite com abalos sísmicos nessa terra íntima 
Onde das dores brotam pequenos sinais de vida, mas que ainda precisam de muita dedicação para surgir dali um genuíno oásis, e, quem sabe, um vívido e necessário bosque... 

- Ness Forest
Imagem: Ness Forest

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