Imagem: Ness Forest 2013
Na parede branca, marcas de molduras que antes acolhiam fotografias, gravuras, amor... agora, desgastes.
Quanto silêncio desnecessário! Logo tirou sua máscara e pôs-se a gritar sem culpa, a agonia precisava viajar por entre as vibrações de sofrimento.
Há algo a me incomodar, mas não é o grito, são as palavras ditas friamente e que estão a passear com sapatos de madeira em minhas memórias.
Ver-se no espelho e em um instante não se reconhecer, olhar decadente, choro e raiva, não está certo, é para ser radiante, iluminado e não ir em direção ao precipício.
Incrivelmente, a suavidade ainda se mantém em mim, mesmo coberta por poeira, caos e cinzas.
... a chuva está aqui e a ferida sangra, a rosa de vidro está tornando-se uma parte de mim, fundindo-se ao meu coração um pouco por vez, pesadelo real.
Ness Forest
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