Imagem: Ness Forest 2013
Bolas de palavras entaladas na laringe e travadas pelo controle feito para segurá-las, censura externa
No armário, analgésicos invisíveis e etiquetados pelos desejos literários a flutuar entre as bolhas de sabão.
O tic - tac do relógio não para, os segundos levam embora o suspiro dado, mesmo sem ter chegado ao seu destino
Aquilo que o fogo consumiu sem piedade, não conseguiu apagar os traços feitos, marcou as páginas restantes, constantemente tocadas ficaram amareladas e ligeiramente amassadas.
Hoje, aquela sensação '' sem rumo'' está mais cruel, pois não tem uma saída muito clara
Caminhando em corda bamba e equilibrando a lucidez em bandeja de prata ornamentada.
Quem sabe... a vida talvez seja apenas um sonho sem freios, onde o roteiro é feito em máquina de escrever antiga, teclas remendadas, tinta borrada.
