quarta-feira, 28 de outubro de 2015


1993, deitada na cama, pés na janela, noite estrelada, e eu ali, fascinada com as estrelas, muitas dúvida acerca de sua distância ... naquela época, acreditava em destino, a ingenuidade e falta de conhecimento em fatos da vida me levavam a isso.

Minha irmã mais velha ao lado, em sua cama, adormecia, na sala estava minha mãe assistindo filme, meus irmãos mais novos também adormeciam... Nunca fui de dormir muito, mal conseguia pregar os olhos. 

Enquanto o sono não me abraçava, minhas mãos se uniam em uma dança cósmica, com as
estrelas de espectadoras...

Lembro da sensação incrível que invadia o meu interior, denominei como '' coceirinha no peito'', ainda hoje denomino desta maneira, é quase a mesma que ''borboletas no estômago'', mas, de uma maneira mais interligada com o meu verdadeiro eu, se mantém na região do peito e sobe até a garganta, empolgante e puro. 

Mamãe chegava até meu quarto e pedia para eu dormir, pois, a aula era cedinho e precisava adormecer, me deitei, fechei os olhos e as estrelas ali estavam, armazenadas em minha memória recente, as mãos querendo dançar e o corpo flutuar naquela magia inocente... o sono surgia então e eu podia continuar a sonhar... 

Atualmente ainda mantenho aquele Baile de mãos e estrelas diante meus olhos, alimento com ternura a ''coceirinha no peito'', uma de minhas vitais sementinhas germinadas.

- Ness Forest
Imagem: Elena Roșu

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