quarta-feira, 16 de setembro de 2015





Os sons da manhã logo farão os olhos abrirem, o cheiro de café atiçará a fome, boca ressecada, as mãos tapam a luz que ultrapassa as cortinas. 
Mil pensamentos surgem assim que se tiram os pés do conforto do colchão.

A rotina existe quando se olha superficialmente, mas, as folhas verdes lá fora não são as mesmas de ontem, os ninhos de pássaros estão cheios de vidas cantantes, teu corpo um dia mais velho e a mente insiste em sonhar e poetificar cada minusculo detalhe em segundos, sem perder a força do frescor jovial, esperança latente. 






Aquela cama com lençóis brancos, bagunçados apenas de um lado, são arrumados, enquanto o sol que entra pela janela aquece integralmente todo o quarto. 

Com a janela aberta, uma música atravessa o caminho de uma respiração profunda, algum romântico tocando violão, não sabe-se sua condição, acompanhado ou sozinho? Pensar estar acompanhado é o palpite preferido nessa manhã de detalhes tão belos e com um toque de melancolia. 









Os pés tocam o chão sem nenhuma interferência de solados, as escadas estão frias, isso não tira a beleza que é a sensação que sobe para todo o corpo quente.

A vontade de dançar é crescente, por alguns instantes, os passos tornam a sala um palco íntimo provisório, a mente é a coreógrafa, os olhos são os espectadores, os braços a companhia, as pernas as dançarinas, o corpo a poesia.




Ness Forest
Imagens : Anna Marcell

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