terça-feira, 24 de setembro de 2013


O violinista a deixar sua melodia transparecer madrugada afora, tem o semblante de um sonhador, mas, seu olhar entrega: o choro amargo quer correr pelo seu rosto. A garganta, já seca pelo tempo em que esconde as palavras, tramam uma batalha dentro de seu orgulho totalmente trincado, vê-se pelas frestas o que esconde. 

Poesia sobre um humano cansado em um lugar qualquer, sem data marcada, com um temporal a cair dentro de alguns minutos, dentro dele.


Noite intrínseca 
Estrada ínvia
Um canto guardado

Sobreviver é condição
Casa assombrada por lembranças
Mesa posta e solitária

Isento de sorrisos 
Passos pesados em assoalho velho
Quarto gelado e uma fotografia do que já foi sua felicidade: ser amado.

- Ness Forest
Imagem:  delphiz

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