quinta-feira, 7 de março de 2013

Imagem: Ness Forest 2013

A água desce fria na garganta, não tanto quanto o que está a rodear a mente
Passos pesados em sapato macio, sem feridas externas
Estacas de bronze cravadas no muro grafitado, detalhes manchados

Os dedos tocam a testa, uma tentativa de acalmar o que martela constantemente a razão
A noite canta melodias antigas, muitas já não existem, são apenas fragmentos
Pálpebras pesadas, cansadas das indecisões 

A garganta começa a sentir um nó amargo e ácido
Algumas pastilhas sem sabor no bolso
Placebo

Ladrilhos na calçada acompanham aqueles passos pesados
Postes e suas luzes a piscar, libélulas disputam e dançam
Uma cama macia e um travesseiro decorado a afagar a cabeça machucada, feridas internas.

O dia já surge majestoso, convencido a ser o melhor
Mas no final dele, o travesseiro está lá
Afagos inanimados 





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