quarta-feira, 30 de maio de 2012



Muros sociais de tijolos cheios de selo da moral
Afogar nas águas do impedimento
Sumir no nevoeiro do improvável 


                              Saciar-se apenas com a imaginação
                              Olhos fechados dão base para o filme rodar
                              A tela branca se torna a janela para as imagens



Histórias mergulhadas em partituras do passado
O Maestro rege a Orquestra das Notas Secretas
Melodias tomam forma do presente


Qual o limite para não atravessar a linha marcada?
Não há muito a fazer, os laços já foram feitos
Retalhos ficaram espalhados na estrada








Contentar-se com palavras apenas
Aqueles marcadores estão cheios de rabiscos
A realidade é dura e não suporta o peso do livro



                              Nevoeiro encobrindo o filme em preto e branco
                              Muro lotado de recortes de lembranças inventadas
                              Músicas escritas em lenços encharcados de lágrimas 

Uma poesia esquecida quer apenas voltar a viver no mundo da suavidade inesquecível e da pureza indecifrável.

       Imagem: Michelle Fader
Texto: Ness Forest



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